História do

Calendário

Calendário é um sistema de divisão do tempo com base em fenômenos astronômicos, normalmente envolvendo o Sol e a Lua, podendo incluir outros planetas e estrelas. Os dias e os anos têm origem no comportamento do Sol, em relação à Terra. Meses e semanas têm relação com a Lua.

Povos de diferentes parte do mundo desenvolveram ao longo de milênios seus próprios calendários. Em geral, buscavam sincronizar e planejar suas atividades agrícolas ou de caça, com os períodos mais adequados.

Os egípcios, por exemplo, verificaram que a inundação do Nilo era periódica e que ocorria depois que a estrela Sirius levantava-se a leste, logo antes do Sol. Perceberam que o fenômeno se dava em um período de 365 dias.

O atual calendário, de uso internacional, tem raízes no calendário reformado por Julio César, em 46 aC, que introduziu o ano bissexto, a cada quatro anos. O ano astronômico é cerra de 365,24 dias. Ao se chegar ao século 16, já havia uma defasagem de dez dias.

Em 24 de fevereiro de 1582, após cinco anos de estudos de uma equipe de especialistas, o papa Gregório XIII promulgou um novo calendário, adiantando o dia 5 de outubro para o dia 15. Adicionalmente, estabeleceu-se que anos seculares só seriam bissextos se fossem divisíveis por 400, medida que suprime três anos bissextos a cada quatro séculos. Fica ainda uma diferença em torno de um dia a cada três mil anos, a ser ajustada de acordo com os desejos das próximas gerações.

O calendário gregoriano foi adotado no mesmo ano na Itália, Espanha, Portugal, França e nos estados católicos dos Países Baixos. As demais nações ocidentais aderiram gradativamente, com maior demora pelos países protestantes.

A Inglaterra só adotou o novo calendário em 1752, com o agravante de que o ano inglês começava em 25 de março. Assim, naquele ano, foram suprimidos quase três meses.

A Rússia adotou o novo calendário, em 1918, a Grécia, em 1923, e a Turquia, em 1926. Hoje, mesmo os países que têm calendários específicos, adotam o gregoriano nas relações internacionais.

Nos estudos científicos, especialmente na Astronomia e Geodésia, adota-se o período juliano proposto pelo francês Joseph Scaliger, em 1582, em que os anos têm o mesmo período e são contados ininterruptamente a partir de 4713 aC.

O nosso calendário é um sistema único de contagem e confunde muitas pessoas, até de nível universitário. Não é raro pessoas referirem-se, por exemplo, a datas do século 19 como sendo do século 18. Se o calendário obedecesse ao nosso sistema decimal tradicional, a Independência do Brasil teria ocorrido no século 18 e, não, no século 19, mas, aí, teríamos que ter um século para chamar de zero.

 

 

 

 

O Século 21 Começou em 2001

A razão está no fato de que os antigos formuladores do calendário não adotavam o conceito do zero, como número. Assim, não existiu o ano zero, nem o século zero. Seria como se você já nascesse com um ano de idade e, ao comemorar dez anos, você teria, na verdade, apenas nove. Se o zero fosse considerado na formulação do calendário, estaríamos agora no século 20, não no 21.

O conceito do zero foi introduzido nos sistemas de contagem séculos depois da criação do calendário juliano. O mais antigo registro do zero conhecido data de 876, na Índia.

Cuidado com a Década

Como consequência do exposto acima, a década de 1980, por exemplo, são os anos de 1971 a 1980. Melhor falar anos '80.

 

Joseph Scaliger (1540-1609). Seu calendário publicado em Opus de Emendatione Temporum (Tratado sobre o Cálculo da Cronologia, 1583) livrou os cientistas de ter que lidar com os calendários irregulares adotados no uso convencional.

 

Relógio antigo

 

 

Cientista Frances

 

Greenwich

 

Par de relógios astronômico (em cima) e astrológico (embaixo), do século 15, instalados na antiga prefeitura de Praga, República Tcheca.

Até por volta do século 17, astronomia e astrologia eram estudadas em conjunto. Johannes Kepler (1571-1630), que formulou importantes leis físicas do movimento dos planetas, foi também astrólogo e costumava fazer previsões para o imperador Rodolfo II.

 

Mundo Ptolemeu

 

Pedra do Sol representando o calendário asteca e seus signos, acervo do Museu Nacional de Antropologia do México. O calendário asteca tinha base no calendário maia, com um ciclo civil de 365 dias e um ciclo ritual (Tonalpohualli) de 260 dias.

 

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Por Jonildo Bacelar