História do Cristianismo

Considera-se que o fundador do Cristianismo foi Jesus Cristo (6 a 4 aC - 30 dC). Jesus, entretanto, era judeu e seguiu os preceitos de sua religião até a morte. Pilatos mandou pregar em sua cruz a inscrição INRI (em latim, Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum - Jesus de Nazaré Rei dos Judeus). Não se tem registro de que Jesus tenha orientado seus apóstolos, também judeus, para que difundissem seus ensinamentos pelo mundo de então (o que fizeram), muito menos para fundar uma nova religião (o que aconteceu de forma gradual). Entretanto, isso foi inevitável, pois a organização judaica em Jerusalém não aceitou Jesus como o Messias. Além disso, acredita-se que alguns líderes judeus tramaram pela sua morte. O que já foi escrito sobre Jesus e o Cristianismo daria para encher muitas bibliotecas, mas ele mesmo não deixou textos seus. O Cristianismo foi inicialmente formado com base na interpretação dos apóstolos.

Mais: Judaísmo

Cristo não era sobrenome de Jesus, mas sim uma palavra de origem grega que pode ser traduzida como messias ou salvador. Os judeus, como outros povos da Antiguidade, tinham apenas um nome e, para diferencia-lo, acrescentava-se o nome do pai ou da cidade onde nascera. Em vida, Jesus era chamado de Jesus, filho de José, ou Jesus de Nazaré. Após sua morte, passou a ser conhecido como Jesus Cristo. Ele morreu por não abdicar de suas ideias. Tornou-se um mártir. O poder de suas palavras, seu exemplo e suas sábias doutrinas de paz, tolerância e fé, transformaram seus ensinamentos na religião com maior número de seguidores do Planeta.

Com a morte de Jesus, Pedro assumiu a liderança entre os apóstolos, por um período de cerca de 15 anos. Os apóstolos saíram pelo mundo de então para divulgar a fé cristã, a maioria teve morte trágica. Por volta do ano 48 da Era Cristã, os líderes dos cristãos reuniram-se no Concílio de Jerusalém, quando ficou estabelecido que os gentios (não judeus) poderiam converter-se à religião por batismo, sem prévia circuncisão, o que era necessário para ser judeu. O Cristianismo tomava forma.

Pedro, considerado o líder dos apóstolos, foi para Roma e lá formou uma comunidade cristã. Foi crucificado entre 64 e 67, durante uma perseguição aos cristãos pelo Imperador Nero. É considerado o primeiro Papa, fundador da Igreja em Roma. Marcos, seu discípulo, é considerado autor de um dos Evangelhos e fundador da Igreja de Alexandria. Paulo foi a Grécia, Chipre, Malta, Turquia e Tiro (atual Líbano), foi executado em Roma, em torno da mesma época que Pedro. Bartolomeu pregou, entre outros lugares, na Etiópia, Mesopotâmia e Armênia, onde morreu martirizado.

Tomé pregou na Ásia, morreu na Índia. A história de suas pregações resultou em um elo com a América Lusitana. Existia uma lenda entre os índios de que São Tomé esteve no Brasil. Essa lenda teria surgido por relatos dos primeiros europeus no Brasil, no início do século 16, quando muitos ainda acreditavam que o Brasil era parte das Índias.

Nos primeiros séculos da Era Cristã, os cristãos eram perseguidos e muitos morreram pela fé. Mas os cristãos multiplicaram-se até se tornarem maioria no Império Romano e continuaram a se expandir.

Em 313, o Imperador Constantino garantiu liberdade de culto aos cristãos. Em 325, Constantino convocou o primeiro concílio de bispos cristãos, realizado em Niceia (atual İznik, Turquia), buscava-se principalmente confirmar a questão divina de Jesus.

Em 326, Helena, mãe de Constantino, visitou a Terra Santa. Tomou força uma busca por tudo que fazia referência à vida de Jesus e muitos mitos surgiram. Constantino fundou a Igreja do Salvador no distrito do Vaticanus, em Roma.

Em 380, o Imperador Teodósio tornou o Cristianismo uma religião oficial do Império Romano. Em 381, durante o Concílio de Constantinopla, dirigido pelo Imperador, a Igreja Cristã recebeu a designação de católica. O termo vem do grego e significa geral ou universal. Em 392, Teodósio proibiu o culto a deuses pagãos e, anos depois, proibiu as Olimpíadas.

Seguiu-se uma época em que os cristão passaram de perseguidos a perseguidores. Em 415, Hipátia de Alexandria foi martirizada em um templo cristão, representando simbolicamente o fim do Helenismo.

Mais: Cristianismo no Egito

No século 7, surgiu a terceira religião monoteísta, com referência ao mesmo Deus de Abraão e de Jesus Cristo: o Islamismo, fundado por Maomé. Pela força da doutrina islâmica, os árabes conquistaram boa parte do Oriente Médio e do norte da África. Jerusalém foi tomada em 637. O Patriarca Sofrônio de Jerusalém submeteu-se ao Califa Omar no ano seguinte, mas o culto cristão foi permitido. Em grande parte, o Islamismo substituiu o Cristianismo nas regiões conquistadas e muitos cristãos migraram para a Europa.

Com o fim do Império Romano do Ocidente, em 476, a Europa foi dominada por tribos bárbaras, que tinham suas próprias religiões, mas o Cristianismo ganhava adeptos. Em 800, o Papa Leão III sagrou Carlos Margo Imperador, governador do Império Romano. Nos séculos seguintes a Europa organizou-se em reinos cristãos de regime feudal.

No ano de 1054, a Igreja Católica dividiu-se em duas. O Cisma do Oriente originou a Igreja Católica Ortodoxa, com sede em Constantinopla (hoje Istambul, na Turquia). Foi o primeiro de vários cismas institucionais entre os cristãos. O século 11 terminou com dois sacerdotes católicos supremos: um para os cristãos ocidentais, em Roma, e outro para os orientais, em Constantinopla.

Em 1071, os turcos seljúcidas, muçulmanos, tomaram Jerusalém do califado egípcio e cortaram as rotas de peregrinação cristã, o que resultou nas Cruzadas. A Primeira Cruzada conquistou Jerusalém, em 1099, e lá fundaram um reino cristão, que durou até 1291. Outras cruzadas foram enviadas pelos cristãos, mas não reconquistaram Jerusalém.

No Ocidente, a Igreja Católica Romana tornou-se mais que uma instituição da fé cristã. O clero tinha profunda influência política e social sobre os reinos católicos. Abusos de poder eram frequentes. A venda de indulgências, quando se pagava para ser perdoado, foi um dos pontos críticos.

Na segunda metade do século 15, Gutenberg iniciou a publicação de Bíblias, em latim vulgar, iniciando uma revolução na imprensa e dando base a revoluções culturais que se seguiram. Bíblias e textos religiosos começaram a ser impressos e outras línguas. Maior acesso a informações, maiores questionamentos.

A primeira forte manifestação protestante surgiu no século 16, na Alemanha, quando Martinho Lutero (1483-1546) passou a atacar certos procedimento e a corrupção na Igreja Católica Romana. Em 1517, Lutero divulgou as 95 teses que formaram a base do movimento protestante.

Posteriormente, o francês João Calvino (1509-1564) converteu-se à causa protestante e publicou livros na Suíça com sua visão do Cristianismo. Os efeitos políticos, econômicos e sociais que se seguiram foram imensos.

Várias outras ramificações do movimento surgiram, desde então, como a Anglicana (Inglaterra), a Metodista, a Batista e outras. No Brasil, as ramificações protestantes são comumente ditas evangélicas.

A partir do século 15, os europeus começaram a levar o Cristianismo para terras do além-mar. Os portugueses foram os primeiros. O Oriente Médio e o norte da África, que eram de maioria cristã, até o século 7, tornaram-se regiões dominadas pelo Islamismo.

Em 1455, após vitórias dos portugueses contra os mouros (islâmicos) e conquistas de territórios africanos, o Papa Nicolau V concedeu aos reis de Portugal, através da bula Romanus Pontifex, a propriedade das terras ultramarinas já conquistados ou por conquistar. O Papa referiu-se aos portugueses como soldados de Cristo.

Os portugueses foram seguidos pelos espanhóis e, depois, pelos franceses, ingleses e holandeses. Outras nações europeias também participaram das conquistas de territórios ultramarinos, mas com pouca abrangência, até a segunda metade do século 19, quando a Alemanha entrou tardiamente na disputa. Nessa época, os Estados Unidos também iniciaram suas conquistas em outros continentes. Eles levaram o Cristianismo, católico ou  protestante, para os territórios conquistados.

A Igreja Católica Ortodoxa sofreu outras divisões, dando origem, por exemplo, à Igreja Ortodoxa Grega, a Ortodoxa Russa, a Ortodoxa Antioquina, a Ortodoxa Ucraniana e outras.

No Brasil, a primeira igreja foi construída em 1503, em Porto Seguro, na Bahia. A primeira diocese foi fundada em Salvador, em 1551.

A partir do século 16, a escravidão na América católica proporcionou um sincretismo religioso entre o Catolicismo e cultos africanos proibidos no Novo Mundo. Orixás, por exemplo, receberam a forma de santos católicos.

Após quase dois mil anos, o Cristianismo tornou-se quase onipresente na Europa e na América. É a principal religião em vários países da África e da Oceania e deixou muitas marcas indeléveis na Ásia. Hoje, existem grandes organizações internacionais cristãs, sendo a Igreja Católica Romana, com sede no Vaticano, a maior delas, com o maior número de adeptos, estimados em mais de um bilhão em todo o mundo.

No Brasil, a Constituição de 1988 foi promulgada "sob a proteção de Deus", conforme indica seu Preâmbulo, e as cédulas monetárias vêm com a inscrição "Deus seja louvado". Nos Estados Unidos, as cédulas têm a inscrição "In God we trust". Mas os dos estados são oficialmente laicos.

 

 

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A Cidade de Nazaré, com a Basílica da Anunciação, ao centro, inaugurada em 1964. Segundo a tradição, esse foi o local onde anjo Gabriel apareceu a Maria.

 

A majestosa Basílica de São Pedro, a igreja dos papas na Cidade do Vaticano. A construção da atual Basílica foi iniciada em 1506 pelo Papa Júlio II e completada em 1615 pelo Papa Paulo V. A Basílica abriga muitas obras primas da Renascença, incluindo a Pietà de Michelangelo. Até 1989, a Basílica de São Pedro era a maior igreja cristã do mundo, quando foi construída a Basílica de Yamoussoukro, em Costa do Marfim.

 

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A Hagia Sofia, a catedral cristã construída pelo imperador bizantino Justiniano, no século 6, em Constantinopla, hoje, Istambul. À direita, imagem de Jesus Cristo, parte dos belos mosaicos no interior do Templo. Durante o domínio otomano, no século 15, a catedral católica foi transformada em mesquita, com a adição dos minaretes. Atualmente é um museu da Turquia (desde 1935) e patrimônio cultural da humanidade.

 

Hagia Sofia

 

A Cidade de Jesus Cristo, o Salvador, e sua Catedral, antiga Igreja da Companhia de Jesus, fundada no século 16. Esta era a sede dos jesuítas na América Lusitana, onde eles fundaram a primeira universidade do Brasil: os Estudos Gerais do Colégio da Bahia. O nome da Cidade do Salvador foi dado por Dom João III, antes da chegada de Thomé de Sousa à Bahia, em 29 de março de 1549. Salvador foi o centro católico do Brasil, até 1892, quando o território brasileiro foi dividido em duas províncias eclesiásticas, a segunda com sede no Rio de Janeiro.

 

Alexandria

 

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Jesus Cristo em representação do século 6, em painel do Mosteiro de Santa Catarina do Monte Sinai, Egito. Restaurações mal feitas danificaram a pintura original. Essa é uma das mais antigas iconografias conhecidas de um dos homens mais influentes na História da Humanidade. Jesus nasceu entre 6 e 4 aC, em Belém, na atual Cisjordânia, Palestina. Morreu crucificado em Jerusalém, no ano 30 da Era Cristã.

 

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Por Jonildo Bacelar

 

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